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Poesia em Trânsito

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Idílio

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Foto: Tico Alcântara Ando por estes pastos a caminhar, Inha. Pastos do dono, dono das margens do rio, Quando chego, chego a pensar que esta água é minha. Eu queria ser água a sempre passar do dono. Não fico triste, juventude é água a passar. Aqui tem frutas, tantas que dão pra pular a cerca, Deixa que levo umas, Inha, quando te visitar. Sem cigarro achei na estrada um pé de fumo. Fumei. Aqui o dinheiro anda assim bucólico comigo; Não fico triste, dinheiro é só fumaça a tragar.   Compram a ideia do homem, mas não o homem da ideia. Sabe Inha, penso que podaram todo o campo, De forma que o verde só enxerga os embrenhados. Mataram o campo da nossa Arcádia. E a felicidade tem um, sei lá, gosto de tristeza. Daí, eu compus esses versos sem maldade, Que todo ritmo dessa vida um poeta aprende. Noutro tempo, noutros campos, virão outros, quem sabe,               ...

Eu, em bela caricatura do mestre Haroldo Elias

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Por Haroldo Elias

No Dia Internacional da Mulher vamos com música e poesia

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Arte: Mô Maiê

Viver é mais que um soneto

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Foto: Sidney Zaratustra Soneto X --- Da Vida Vi tanta vida nesse breve orvalho Como tantas estrelas vi no céu; A vida sobe e cai de galho a galho, Se apresenta e se esconde no seu véu. Vidas de quem procura sempre atalho; Vidas de quem só quer apenas mel; Vidas de sofrimento, de trabalho, De loucuras por baixo do chapéu. Tanta vida que às vezes embaralho E por muito não fiz o meu papel Nesse pouco do pouco que batalho. Se a canto do pião ao menestrel, É que corto essa vida e levo um talho, Pois nela sou juiz, também sou réu. Ouro Preto – MG , 22 de fevereiro de 2015

Grito Educação - Oficinas Itinerantes Vira Saia - Mariana - MG

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Oficinas Itinerantes Vira Saia / Festival Grito do Rock - Sagarana Café-Teatro 2015

Carnaval de Santa Rita de Ouro Preto com Banda Vira Saia

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Foto: Mercedes Garrós/ Vira Saia Foto: Mercedes Garrós / Vira Saia Foto: Mercedes Garrós / Vira Saia Acesse o Blog do  Vira Saia

Hoje o II Sarau Sereia com poesia, música e performance

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Arte: Mô Maiê

6º Poeminha Cotidiano

Verso leve peso amargo para breve passo largo.

Recital com banda n'ABOCA - Centro de Artes

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Foto: Alberto Lima

Quadrinha de Mulher

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Daniel Santana Acorda pra vida Ou na corda o jogo, Sem dar por vencida Cai na lona logo. Clique e veja o Blog do Ilustrador

Sarau Sereia - Lançamento da Cordelteca e do cordel Dalma e Francisco. Leitura para as crianças da Associação de Capoeira Regional Arte Nossa.

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Estúdio Sereia. Foto: Sofia Jankov

Vem aí o Sarau Sereia com muita poesia, música e performances...

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A Consciência Negra em Cordel na Escola

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Jefferson Hora, eu e Juan Gomes.              Participei como elaborador duma prova e Júri da 15ª Gincana do Colégio Estadual Elisabeth Chaves Veloso, localizado no Cabula VI, no qual desenvolvo como arte-educador, desde o ano passado, um projeto de produção de textos em versos e prosas. Agradeço a direção e a todos os alunos e profissionais pela liberdade que tenho nas minhas ações educativas. Publicarei em outra oportunidade uma síntese dos resultados deste ano. Por agora fico com os dois mocinhos que realizaram a prova “Escrever um livreto de cordel e publica-lo no seu formato tradicional sobre o tema “O Quilombo do Cabula e o Negro Beiru”.                 Eram quatro as equipes e além dos mocinhos, outras duas mocinhas também realizaram muito bem a prova. Mas a história desses dois é digna de nota. É que Jefferson Hora, o de cabelo Black na foto, perdeu seu text...

Amor, louco amor

           −  Arismem como é o golpe guga?            − É assim, tem o taco, tem a bola... rem... preto na verde, verde na azul, azul no amarelo... na marrom na lilás, rush ... segura o taco e... ram!               Lá ia mais um menino chorando com um cascudo de Arismem. Eu mesmo fui vítima do golpe guga. Os meninos mais velhos pegavam os mais novos. Vai lá e pergunte como é o golpe guga.  Assim seguia a tradição.                Arismem era o louco mais famoso da cidade. Outros também com graça, mas ele de longe o mais inteligente.             − E aí Airis? – Um jovem o cumprimenta se fazendo de íntimo para impressionar amigos. Vai a tirada:              − Airis? Ih... já vi que você não saca nada de geografia. A...

O Brilho no Olhar

Há uns tempos participei dum recital na Biblioteca Comunitária do Cabula, situada na UNEB, Campus Salvador. Seria mais um recital qualquer. Poetas bêbados declamando concentrados poemas de ontem e dispersos sentimentos de hoje. O melhor dessas atividades lúdico-literárias não são os poetas e declamadores profissionais, mas sim os adolescentes e jovens ainda em formação. Pensei em não recitar, só ouvir o que de novidade poderia encontrar num ou noutro verso, até que chamaram meu nome... dei a recitar um poema que fiz pr'uma antiga paixão quando distante:      “Coração anda comigo      Saudade passa no verso      Que desde a infância abrigo      Coração anda comigo      Assim não corro perigo      Nem me afogo submerso      Coração anda comigo      Saudade passa no verso.      Os extremos nos separ...

Acho que me meto noutro soneto

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Foto: Paulo Magalhães Soneto IX                     À Carol Cruz Segure a flor angélica da idade, Pois tão inconstante é o tempo presente E constância só vem no que já sente Passado o peso em zelo de saudade. Sorria desse mundo de maldade, A pureza dum gesto faz a gente De beleza na terra ter semente E todo preconceito romper grade. Ante tudo um turbante reinvente, Daqueles que se faz profundidade E na cabeça toque toda a mente. Ante nada que seja essa verdade: Nada retire, nada ponha ou tente Do que sem fazer nada nos invade.

Aula A Cultura do Cordel: Poesia, Música e Arte Plástica - Ufba. Com a participação de Mô Maiê no pandeiro (Vira Saia e Ubuntu)

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Dinâmica Rítmica.  B.I. de Artes da Ufba - Laboratório de Artes,                                       Mostra de martelo agalopado.  B.I. Artes da Ufba - Laboratório de Artes

Oficina de Ritmo e Poesia Popular Brasileira

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5º Poeminha Cotidiano

O saber das palavras são as lavras do silêncio.