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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Projeto Emredando a leitura - Espaço Cultural da Câmara

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Dançado em Cantiga de Roda

Alguns poemas de circunstâncias - escritos na rede

Poema entre diálogo e foto



--> Quem sabe a moça é árvore,
Brota quem sabe no vento,
Brota a sandália de couro
Ou brota em outro elemento.

Brota nas folhas cabelos
Que escondem a fruta face,
Brota do branco vestido
O que só em imagem nasce.
Quem sabe é filha de santo, Baiana cravo e canela, Quem sabe a pose é de choro, Choro calado sem vela.
Quem sabe foi nada disso, Só metáfora e não cabe, Primeiro parto do espírito Num segundo que não sabe.
Sei que não sei, sei que brota Um verso num curto dia E a moça que brota o verso O dará ou não alforria.
Em Resposta


Não consigo ser o sol Que também está em Marte, Não consigo ser a lua... Tão humilde é minha arte Que eu nem consigo ser livro, Só consigo ser encarte.

Martelo Agalopado


Escrever um martelo bem composto,
Como faz um bom mestre no improviso;
Saber qual esse chão que agora piso
E saber separar posto do imposto;
Poesia ser mais que esse desgosto,
Não cabendo na taça de cretino;
Ser na minha terrinha só menino
A zombar de quem acha sério mundo,
Um mundinh…

Feira de Arte - Itapicuru

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Recitando poesias de poetas locais.



... Evento que fui convidado pelo coletivo poético Além das Sete Praças.

A TROVA E O TROVADOR

Coração que bate-bate...
                              Antes deixes de bater!
                              Só num relógio é que as horas
                              Vão passando sem sofrer.                                                 Mário Quintana
         Irei começar com as definições. A trova hoje em dia é a forma poética composta duma só estrofe de quatro versos em redondilha maior, seu esquema de rimas é (abab). Na trova popular, como a de Mário Quintana acima, rima o 2º com o 4º verso, essa a forma mais comum encontrada no país. O trovador por sua vez é naturalmente quem compõe trova, sendo que no Rio Grande do Sul o trovador seria o que pra gente é o repentista. Bem... a coisa se justifica por uma evolução formal da trova do séc. XII na região de Provença, França, aos nossos dias. Dizem que a quadrinha popular portuguesa e galega se transformou no que hoje damos o nome de trova. A trova assim definida é a arte da síntese. O trovador, principalmente na região sudeste do país, é o…

Feijão com Poesia no Mimosa

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Eu cantando. Seu Zé, mestre de samba de roda do sertão, no pandeiro. O jovem e astuto Palito, repentista embolador, alegre dançando... Dia bom de pura manifestação na rua. Foi ontem, no Bar de Santos, Rua do Sodré, 2 de Julho. Na foto, cortado no cantinho, Tiago, morador do bairro e integrante do Coletivo Poético para Além das Sete Praças que nos convidou para o evento.

O NOSSO TEMPO

Tem tempo que não escrevo uma prosa para o blog.  Nasce gente e morre gente. Eu me perco e me encontro no destino que faz seu tempo em linha curva. Nosso tempo é tempo de pesquisa e descoberta... dos talentos maltratados, dos planos frustrados... dos poemas desiludidos.           Bom tempo nós vivemos. Não existindo outro tempo, além desse presente de Prometeu, nós ficamos com ele mesmo. Sem lutas de ideias, sem causas nobres, sem pensar no futuro além das baleias, vamos seguindo, rodopiando nessa grande nau dos insensatos.             Mas dirão: “ Lá vem o poeta com filosofia... só sabe criticar, nada faz além duns versos bobos”... Ou dirão os mais astutos: “ Poeta é só poeta e nada mais”. Então, ou devo calar para sempre ou fazer algo além duns versos pobres e medíocres.           Na certeza que faço quase nada no quase nada que nos reduzimos, sigo adiante.           Esses dias sem prosa no blog eu recebi muitas críticas. Umas em relação à poesia que faço, outras sobre o que faço da mi…