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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

Acho que fiz um soneto...

Soneto



Bahia, terra imensa de tristeza,
Tem uma dor em mim que vem e volta,
Queria que ninguém tivesse acesa
A chama dessa dor que o verbo solta.


De não ter feito amor com a nobreza:
O amado quando a amante sempre o escolta
A cuida com carinho, com firmeza
De ser tranquilo mesmo na revolta.


Agora meu olho como cristal d’água
Carrega de mim mesmo amarga mágoa...
Tem uma dor em mim que vem e volta.


Quem sabe volte a tempo essa doçura,
Volte de novo por minha ternura...
Tem uma dor em mim que vem e volta.




06/02/2010

CONVERSA

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Aqui tenho conversado sobre várias coisas, às vezes em tom afetivo e não afetado, outras em um tom efetivo mas afetado. Os anos de educador produziram seus efeitos negativos – a conversa professoral. Quanto mais pensamos que sabemos conversar aprendemos que não. O uso do cachimbo faz a boca torta. Criamos modelos para a conversa e se esses modelos não são flexíveis às nossas afetações acabamos conversando mal.             Escreveu Pascal em seus Pensamentos que, “Da mesma forma que se estraga o espírito, se estraga o sentimento. Espírito e sentimento se forma pela conversa. Espírito e sentimento se estragam pela conversa. Assim as boas ou más conversas o formam ou o estragam.” Concordo. Sabe-se que temos boas conversas que fazem mal ao espírito, outras más fazem bem, temos inda o conversado e desconversado e o não conversado mas feito. Tudo isso é verdade. Porém, o espírito deve ser formado para conversar e aí o pensador continua: “Importa, portanto, saber realmente escolher…