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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Bailarina ensina... Me ensina a dançar

É que não sabia; Aquela ternura, A sua doçura, A minha alegria Na serra tão fria Sem me agasalhar, Somente a brincar Em fala traquina: Bailarina ensina... Me ensina a dançar.
Agora é passado, Agasalho deu E ele se perdeu, Mas lembro trançado, Tricô vermelhado Bonito de amar; Fui com ele andar Sem saber menina, Bailarina ensina... Me ensina a dançar.

Quem sabe soubesse Hoje além do passo, De verso que laço P’ra que nunca cesse Ou sempre regresse  Os tempos de lá, Outros passos dar Nessa minha sina, Bailarina ensina... Me ensina a dançar.
Talvez algum dia, Assim no destino, Começo e termino A nossa poesia Em doce harmonia A lhe recitar; Se tempo deixar Tempo determina, Bailarina ensina... Me ensina a dançar.

A pureza da piriguete

“Muitas coisas verdadeiras são soberanamente maçantes.                                                                             Assim, a metade do talento é escolher dentro do                                                                                                   verdadeiro o que pode se tornar poético.” Balzac "Piriguete também ama!" D'uma piriguete da Federação, Salvador.
No interior gosto da roça, na capital adoro a favela. Deve ser porque nasci na favela e fui criado solto nas mangas. Atualmente moro numa favela em Salvador. Da casa que moro assisto de camarote os pagodes da minha terra. Os pagodeiros e pagodeiras são os únicos, junto com as irmãs e irmãos do hip-hop, a me chamarem de poeta. Não sabem eles quanto fico lisonjeado por isso. Às vezes, como bons índios que também somos, ficamos na roda conversando sobre os alemães, a repressão policial e outras crônicas correntes na comunidade. Deixarei pra outra feita esses diálogos e fitarei meu olhar numa moç…