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Hoje o II Sarau Sereia com poesia, música e performance

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Arte: Mô Maiê

6º Poeminha Cotidiano

Verso leve peso amargo para breve passo largo.

Recital com banda n'ABOCA - Centro de Artes

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Foto: Alberto Lima

Quadrinha de Mulher

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Daniel Santana Acorda pra vida Ou na corda o jogo, Sem dar por vencida Cai na lona logo. Clique e veja o Blog do Ilustrador

Sarau Sereia - Lançamento da Cordelteca e do cordel Dalma e Francisco. Leitura para as crianças da Associação de Capoeira Regional Arte Nossa.

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Estúdio Sereia. Foto: Sofia Jankov

Vem aí o Sarau Sereia com muita poesia, música e performances...

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A Consciência Negra em Cordel na Escola

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Jefferson Hora, eu e Juan Gomes.              Participei como elaborador duma prova e Júri da 15ª Gincana do Colégio Estadual Elisabeth Chaves Veloso, localizado no Cabula VI, no qual desenvolvo como arte-educador, desde o ano passado, um projeto de produção de textos em versos e prosas. Agradeço a direção e a todos os alunos e profissionais pela liberdade que tenho nas minhas ações educativas. Publicarei em outra oportunidade uma síntese dos resultados deste ano. Por agora fico com os dois mocinhos que realizaram a prova “Escrever um livreto de cordel e publica-lo no seu formato tradicional sobre o tema “O Quilombo do Cabula e o Negro Beiru”.                 Eram quatro as equipes e além dos mocinhos, outras duas mocinhas também realizaram muito bem a prova. Mas a história desses dois é digna de nota. É que Jefferson Hora, o de cabelo Black na foto, perdeu seu text...

Amor, louco amor

           −  Arismem como é o golpe guga?            − É assim, tem o taco, tem a bola... rem... preto na verde, verde na azul, azul no amarelo... na marrom na lilás, rush ... segura o taco e... ram!               Lá ia mais um menino chorando com um cascudo de Arismem. Eu mesmo fui vítima do golpe guga. Os meninos mais velhos pegavam os mais novos. Vai lá e pergunte como é o golpe guga.  Assim seguia a tradição.                Arismem era o louco mais famoso da cidade. Outros também com graça, mas ele de longe o mais inteligente.             − E aí Airis? – Um jovem o cumprimenta se fazendo de íntimo para impressionar amigos. Vai a tirada:              − Airis? Ih... já vi que você não saca nada de geografia. A...

O Brilho no Olhar

Há uns tempos participei dum recital na Biblioteca Comunitária do Cabula, situada na UNEB, Campus Salvador. Seria mais um recital qualquer. Poetas bêbados declamando concentrados poemas de ontem e dispersos sentimentos de hoje. O melhor dessas atividades lúdico-literárias não são os poetas e declamadores profissionais, mas sim os adolescentes e jovens ainda em formação. Pensei em não recitar, só ouvir o que de novidade poderia encontrar num ou noutro verso, até que chamaram meu nome... dei a recitar um poema que fiz pr'uma antiga paixão quando distante:      “Coração anda comigo      Saudade passa no verso      Que desde a infância abrigo      Coração anda comigo      Assim não corro perigo      Nem me afogo submerso      Coração anda comigo      Saudade passa no verso.      Os extremos nos separ...

Acho que me meto noutro soneto

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Foto: Paulo Magalhães Soneto IX                     À Carol Cruz Segure a flor angélica da idade, Pois tão inconstante é o tempo presente E constância só vem no que já sente Passado o peso em zelo de saudade. Sorria desse mundo de maldade, A pureza dum gesto faz a gente De beleza na terra ter semente E todo preconceito romper grade. Ante tudo um turbante reinvente, Daqueles que se faz profundidade E na cabeça toque toda a mente. Ante nada que seja essa verdade: Nada retire, nada ponha ou tente Do que sem fazer nada nos invade.

Aula A Cultura do Cordel: Poesia, Música e Arte Plástica - Ufba. Com a participação de Mô Maiê no pandeiro (Vira Saia e Ubuntu)

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Dinâmica Rítmica.  B.I. de Artes da Ufba - Laboratório de Artes,                                       Mostra de martelo agalopado.  B.I. Artes da Ufba - Laboratório de Artes

Oficina de Ritmo e Poesia Popular Brasileira

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5º Poeminha Cotidiano

O saber das palavras são as lavras do silêncio.

4º Poeminha Cotidiano

Sabem de flores As borboletas, Sabem de amores As ampulhetas.

3º Poeminha Cotidiano

Tempo de fora A vida a fio, Adentro agora Águas dum rio.

As Origens do Nosso Verso Popular

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III Podemos falar do Brasil. Aviso aos poucos leitores desses pequenos ensaios que voltem aos anteriores, também aos intitulados “A Literatura de Cordel e a Influência Africana” e “A Trova e o Trovador” e ainda “Três Raças e Uma Musa”, todos estes partes da síntese das minhas pesquisas sobre as origens da nossa literatura popular em verso. Penso em mais alguns mini-ensaios, concluí-la. Vamos ao que interessa. Chegamos ao Brasil Colônia. Trataremos agora da matriz indígena, outra pouco estudada e citada pelos poetas acadêmicos de hoje, que querem tornar de origem puramente lusitana nossos versos populares. Na sua Síntese de História da Cultura Brasileira, o Mestre Nelson Werneck Sodré, escreve que “... os religiosos responderam, em parte, pelo bilinguismo do século XVI, pela existência de uma língua, dita “geral”, que era a do índio – e só isso comprova a força de sua contribuição cultural – ao lado da língua oficial, o português; de uma língua popular, em contras...

2º Poeminha cotidiano

Alinho sem linha Um laço de lã, Menina bonita Amanha o amanhã.

Sinais de Dança

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Bailarina Alana Falcão Eleva-se livre e leve num passo. Suspensa suave segue no espaço. Poeta pressente e pensa seu gesto. Intentando o todo em tudo atesto. E vejo as danças das damas d’almas, em mim, cravadas galgavam calmas. Adejo, e confusas fogem finas. Por fim, sobem, somem Serafinas em névoas, nuvens, neblinas...

E o Que Fica São Ruínas

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Foto: Luna Oliveira Barco das ruínas Daqueles amores, De tudo que fores Das coisas divinas, De todas as sinas De nossas memórias, Das velhas histórias É sendo passado Dum futuro atado Nas antigas glórias. Porém noutro lado Se se faz presente, Faz-se assim ausente No não navegado, No que não pescado Deixou para trás, No não foi capaz De ser resolvido, No tempo vivido Das vidas demais. Da vida marinha É barco do parco, Sobrevive a charco De quem o adivinha Quando ainda vinha Com toda a beleza E toda a tristeza, Que também é bela, Destroços daquela Já não mais acesa.

Poeminha cotidiano

A vida é um risco Pro raso e (pro)fundo, C'um lápis rabisco Meu traço no mundo.