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Aula A Cultura do Cordel: Poesia, Música e Arte Plástica - Ufba. Com a participação de Mô Maiê no pandeiro (Vira Saia e Ubuntu)

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Dinâmica Rítmica.  B.I. de Artes da Ufba - Laboratório de Artes,                                       Mostra de martelo agalopado.  B.I. Artes da Ufba - Laboratório de Artes

Oficina de Ritmo e Poesia Popular Brasileira

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5º Poeminha Cotidiano

O saber das palavras são as lavras do silêncio.

4º Poeminha Cotidiano

Sabem de flores As borboletas, Sabem de amores As ampulhetas.

3º Poeminha Cotidiano

Tempo de fora A vida a fio, Adentro agora Águas dum rio.

As Origens do Nosso Verso Popular

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III Podemos falar do Brasil. Aviso aos poucos leitores desses pequenos ensaios que voltem aos anteriores, também aos intitulados “A Literatura de Cordel e a Influência Africana” e “A Trova e o Trovador” e ainda “Três Raças e Uma Musa”, todos estes partes da síntese das minhas pesquisas sobre as origens da nossa literatura popular em verso. Penso em mais alguns mini-ensaios, concluí-la. Vamos ao que interessa. Chegamos ao Brasil Colônia. Trataremos agora da matriz indígena, outra pouco estudada e citada pelos poetas acadêmicos de hoje, que querem tornar de origem puramente lusitana nossos versos populares. Na sua Síntese de História da Cultura Brasileira, o Mestre Nelson Werneck Sodré, escreve que “... os religiosos responderam, em parte, pelo bilinguismo do século XVI, pela existência de uma língua, dita “geral”, que era a do índio – e só isso comprova a força de sua contribuição cultural – ao lado da língua oficial, o português; de uma língua popular, em contras...

2º Poeminha cotidiano

Alinho sem linha Um laço de lã, Menina bonita Amanha o amanhã.

Sinais de Dança

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Bailarina Alana Falcão Eleva-se livre e leve num passo. Suspensa suave segue no espaço. Poeta pressente e pensa seu gesto. Intentando o todo em tudo atesto. E vejo as danças das damas d’almas, em mim, cravadas galgavam calmas. Adejo, e confusas fogem finas. Por fim, sobem, somem Serafinas em névoas, nuvens, neblinas...

E o Que Fica São Ruínas

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Foto: Luna Oliveira Barco das ruínas Daqueles amores, De tudo que fores Das coisas divinas, De todas as sinas De nossas memórias, Das velhas histórias É sendo passado Dum futuro atado Nas antigas glórias. Porém noutro lado Se se faz presente, Faz-se assim ausente No não navegado, No que não pescado Deixou para trás, No não foi capaz De ser resolvido, No tempo vivido Das vidas demais. Da vida marinha É barco do parco, Sobrevive a charco De quem o adivinha Quando ainda vinha Com toda a beleza E toda a tristeza, Que também é bela, Destroços daquela Já não mais acesa.

Poeminha cotidiano

A vida é um risco Pro raso e (pro)fundo, C'um lápis rabisco Meu traço no mundo.

Ao anjo senhora hindu

A moça segue, vai a moça, Coberto à flande comida, A chita cobre seu corpo De moça cheia de vida... Que segue a moça, lá vai Tão linda que Deus duvida, Com passos leves, ligeiros, Uma elegância atrevida. Passo, já não passa mais, Soube que estava feliz, Foi ser aprendiz de amores, Amores que tudo quis. Mas, como mulher do tempo, Do vento do mundo diz, Fez flor de amor silvestre Nos bicos de bem-te-vis. Quando revi mais que linda, E as suas curvas, sereia, Seus olhos vivos, puxados Daquela mesma maneira, Seu andar ainda tão leve Daquelas moças da areia, Reminiscências vieram, E esses seus versos na veia.

Do que ensina o mar

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Foto: Luna Oliveira Foi calçada de si mesma Que andou por areias fofas Pisando todos os sóis, Esmerou-se à maresia E nadou nos seus lençóis. Foi assim, calçada de si, Pro mar com suas marés E descaminho de areia, Fez os pés após descalços Ondas levarem na beira. A si mesma ela calçou Como sandália no mar, Largou-se em ondas e chão, Sem sequer saber da vida No vaivém do coração. 

Bloco Boca de Brasa - Circuito Batatinha - Pelourinho - Carnaval 2014

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Sábado e terça no Cruzeiro de São Francisco, 16h Segunda na Mudança do Garcia - Circuito Riachão - Manhã

Amanhã, 10 da manhã, lançamento na Casa do Benin

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Décima de Fim de Ano

    Gira a terra giramundo, Pois só passam pra mim os anos Para os concertos e danos Do que está sempre no fundo; Vira a terra viramundo, Pra além de só sensação, E pra além de só emoção, Do que não é caso de olhar Nem caso mais de pensar, É caso de fazer não.  

Do Tempo da Paixão

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Penso ser senhor do tempo, Não cair sobre seu cais, Mas, sinto que o tempo passa Já perto quase não mais. Nunca fui de intensidades Das sensações passageiras, Prefiro sempre as paisagens Além de estradas e beiras. Por parte pisei nos planos que jamais é tempo fim, Planos de saltos por dentro, Pousos d'algo fora em mim. Tempo pouco antes do tempo, No fundo talvez amar, Muito apenas passageiro Do que ficou no lugar.

Com muita música, dança e poesia...

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No Martelo Agalopado

No Martelo Agalopado Que diabo um que a dois ainda arranha, Que diabo é três que a quatro desgraça, Que diabo esse cinco que a seis passa, Que diabo esse sete do oito ganha, Que diabo esse nove que ao dez manha E transforma a redonda Terra em quina; Só quem vende qualquer coisa que opina, Quem opina e não vende faz de imundo... Êh mundinho que raso não vai fundo No qual funda a tristeza e desatina.

Mostra de Ritmo e Poesia Popular Brasileira (com Mona Maê - Vira Saia)

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COLÓQUIO DE FOTO-POEMA

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Foto: Fafá M. Araújo Poema é fotografia Dum sentimento vivido E vira ato quando entregue Ao momento possuído. É sim, alimento, moça, pra sentir que gosto tem o espírito do preparo que só poeta detém. Também, moça, é um corpo d'algum dom de dona dança que faz ampliar o espaço e noutro tempo nos lança. Do alimento corpo a cor e da sua eu colori jabuticaba , ébano, ônix num bico de colibri. Colibri de asas vermelhas que retocou seu turbante na contraluz das palavras... poema é tudo que encante.