Ao anjo senhora hindu



A moça segue, vai a moça,
Coberto à flande comida,
A chita cobre seu corpo
De moça cheia de vida...
Que segue a moça, lá vai
Tão linda que Deus duvida,
Com passos leves, ligeiros,
Uma elegância atrevida.

Passo, já não passa mais,
Soube que estava feliz,
Foi ser aprendiz de amores,
Amores que tudo quis.
Mas, como mulher do tempo,
Do vento do mundo diz,
Fez flor de amor silvestre
Nos bicos de bem-te-vis.

Quando revi mais que linda,
E as suas curvas, sereia,
Seus olhos vivos, puxados
Daquela mesma maneira,
Seu andar ainda tão leve
Daquelas moças da areia,
Reminiscências vieram,
E esses seus versos na veia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Consciência Negra em Cordel na Escola

A Literatura de Cordel e a Influência Africana