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Epigrama para um palhaço apocalíptico

Já Morreu , bobo sem graça, Fez ato impressionante, Sem tato para ambulante Resolveu sua desgraça, Numa das mãos a cachaça E noutra uma pá amolada, Simulava ser piada Soterrando o corpo vivo, Morreu se sentindo altivo Aplaudido a gargalhada.

Xirê das Pretas - Casa do Benin ( Vira Saia e Cléia Barbosa)

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Viva Poesia Viva - Espaço Cultural da Barroquinha com Vira Saia

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Sarau Lítero-musical

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Quase Haicai

Pois quem canta toca como chuva inesperada, como o sol depois.

Dois de Julho - Independência da Bahia

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Dia dos Namorados - Pelourinho

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Trova

Esse bem que bate bate Bate bate qual balão Voa voa vira fogo Fogo a fogo deita ao chão.

Translação

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http://www.infoescola.com/astronomia/via-lactea/ Sempre esqueço as voltas em torno do Sol de quem conheço. As minhas não comemoro há tempos nem me preocupo com o sol, tampouco com a lua que circunda nossas vidas. Preocupo-me com os passos dos meus camaradas, amigos e das serafinas terrenas que me perturbam o sono. Sempre desço                            mais escadas                                                      que devia... Todo dia, A alvorada se torna crepúsculo e a data dos meus anos, mais uma volta           ...

Gira Mundo

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Foto: André Costa Coscarque O efêmero da fêmea embriaga Vou eu nos descaminhos desses versos Se nesse mundo de hoje nada presto Empresto um pouco à noite a beleza... Transpira feito dança a alegria Um tanto de embriagu ez nunca mata Outro tanto a negritude sempre passa O que dela tem no jeito que balança... A imagem é só parte desse todo Faz da Terra o mesmo gira a gira Levanta a boemia sonha zonza Quem sabe o mundo acorde noutro dia.

Aos Olhares

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Os olhos de lince lançam Da fêmea o que os olhos caçam, Do que estar por trás dos olhos, Da visão mais afiada... Os de lince lançam olhos Frente a alguma arrebatada, Com o brilho de passa mundo, Com o rastro de passarada. Os olhos caçam da fêmea Sua beleza que laça, Sem saber o que o olho caça, Só a palavra anunciada: Do que estar por trás dos olhos, Da visão mais afiada.

Sentido

Se sou eu sendo outro Presente passado Com ferro de passar. Sendo outro sou eu Passado presente Que esqueceu de dobrar.

Festa de Arte e Cultura de Itapicuru - 2012

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           Gilberto Peralta Eu

No Sarau Bem Black - Música e Poesia (Tuca - Violão e Mônica - Pandeiro, Grupo Vira Saia)

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Foto: Léo Ornelas

Cantiga de traços tristes

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Se reparo traços belos, Seu passo a passar na rua, Musa bela o verso nobre Versa a beleza que é sua. Musa bela o verso nobre Difícil hoje de ver, Tão difícil de tão triste Fica fácil pra você. Tão difícil de tão triste Cantigas a clara lua, Se não vejo nada belo Canto assim beleza sua. Se não vejo nada belo Só o colo ao cair a conta, Antigo camafeu de ônix, Preta cor que ao traço monta... Antigo camafeu de ônix, Sem ver o mundo perdeu, Eu peço a Tempo que o encontre “Ôh que tempo esse meu Deus”.

Cortejo Poético Performático - Dia Nacional da Poesia

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Do Tempo de Amar*

O sofrimento uma pena, Se quando se faz o bem Por vezes a gente sofre, Se quando se faz o mal A gente sofre também... Daí ninguém é de ninguém, Todo mundo dor do mundo, Esperança que cai o cais Nos levando junto e fundo. Assim prossegue no tempo, Viver precisa ilusão, Volta os amores incertos, Volta às vezes gratidão. A mesma pena que pesa, Mesma que nos alça voo −Seja essa única certeza−, Me volto, me pego e entoo: Um amor é sempre vindo Do que no sou ar eu soo, Do que no prazer é lindo E que no sofrer eu doo. * Poema publicado no jornal Poesia em Trânsito (fevereiro 2014), tiragem de 30 mil exemplares distribuídos gratuitamente em ônibus e estações de Salvador-BA, projeto aprovado no edital Arte em Toda Parte - Fundação Gregório de Mattos.

OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL

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Do Sarau P'r'o Varal

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No Visca Sabor e Arte - Rio Vermelho

Que mil flores desabrochem

          Não tenho exposto há tempos no virtual. Tenho sim, suportado a realidade com paciência e persistência dum jovem ancião. Contudo, é hora de balanço anual do meu trabalho como arte-educador. Nesse ano em que deixei muita coisa de lado por motivos pessoais, inda foi produtivo nesse aspecto. Deixarei agora de lado os mini-cursos e fixarei num projeto literário de médio prazo realizado na Escola Estadual Roberto Santos – Narandiba/Salvador em parceria com a Associação Cultural do Cabula e apoiado pela Secretaria de Educação do Estado através do TAL (Tempo de Arte Literária).           Quando tanto sentimos o negativo é tempo de falarmos do positivo.           Uma das oficinas que ministrei foi a de produção de poemas para alunos do sexto ano matutino. Eram duas turmas totalmente opostas, uma hiperativa a outra apática. As duas produ...